posted by Flavia on Ago 29

Sobre a RIFA de emergência que organizamos para o Fênix e para o Aleph:

* Serão 100 números de 00 até 99.

* Cada número custará R$ 5,00 (cinco reais).

* O dinheiro arrecadado será entregue para Valeria Serra Cordeiro, nossa amiga e protetora destes dois gatinhos guerreiros, que lutam por suas vidas.

* As despesas com os Correios sairão do dinheiro arrecadado para a RIFA. Optamos pelo PAC (serviço mais econômico) e enviaremos apenas para território nacional (Brasil).

* O tópico de controle de vendas da RIFA será criado ainda hoje.

* O sorteio de referência será o da LOTERIA FEDERAL e a data já está escolhida: sábado, 20/09/2008.

Muito obrigada pelo suporte, pela divulgação da situação do Fênix e do Aleph, pelas palavras de carinho para a Valeria.

Abençoados sejam!

Luz e paz.

posted by Flavia on Ago 28

A Valeria nos enviou novas fotos do Fênix e do Aleph, tiradas esta semana.

A recuperação do Fênix está sendo lenta, ele ainda está com infecção (corre risco de vida) e cada dia é uma vitória. Nosso guerreiro tigradinho ainda está internado na clínica PROMOVE.

O Aleph continua se alimentando sem a sonda (AD diluída em água) e será avaliado ainda esta semana pela veterinária. Ainda não foi determinado se ele será submetido ou não à uma cirurgia para reparar o maxilar.

Os dois precisarão ser adotados futuramente por pessoas maravilhosas, que os amem incondicionalmente… E os proteja. Afinal, já sofreram demais nesta vida (ou seria nestas vidas?).
Sempre que eu tiver notícias, repassarei para todos…

Por favor, nos ajudem a ajudar a Valeria. Divulguem a situação destes gatinhos… Façam doações, mesmo que pareçam pequenas (R$ 2 ou R$ 5, qualquer valor que você puder ajudar está valendo). 

Photobucket

Fênix (renascido das cinzas)
Em torno de seis meses, é tigrado e peludo (e tem 3 patinhas agora)
 

 

Aleph (o início de tudo)
Entre sete e oito meses, é branco e ruivo, e um doce de gato, muito carinhoso.
 

 PS: Estaremos lançando a RIFA de emergência para o Aleph e o Fênix até esta sexta-feira, dia 29/08/2008. Aguardem e nos ajudem a divulgar!!! Obrigada… Namastê.

posted by Flavia on Ago 24

Olá amigos,Sei que todos vocês, movidos por amor aos animais e ao planeta, estão sempre envolvidos em ações ecológicas, ações em prol dos animais indefesos… Sei que cada um luta por um mundo melhor à sua própria maneira.

Desta vez nosso apelo é bastante sério.

Para quem não conhece, a Valeria Serra Cordeiro é uma pessoa do bem, iluminada, e que luta diariamente contra as injustiças sofridas pelos gatos em nossa sociedade.

O texto abaixo, escrito pela própria Valeria; e as imagens dos gatinhos falam por si.

Nesta introdução quero apenas afirmar que a Valeria é uma pessoa honesta, de nossa confiança e está precisando de todos nós.

Para cada um que ler esta mensagem, pedimos que ajude de alguma forma: Ore pelos dois gatinhos (o Fênix e o Aleph), torça por eles, mande energias positivas, deposite qualquer valor na conta da Valeria, compre números da futura rifa (o MiAçãO estará organizando uma rifa para eles e lançaremos na semana que vem), envie medicamentos, repasse este apelo…

TUDO, cada gesto, fará toda a diferença.

Por favor, não fique indiferente.

Aja! Faça a sua parte.

Conta da Valeria (por favor, avise-a se depositar algum valor):
Banco do Brasil
Valeria Serra Cordeiro
Agência: 1569-5
Conta: 10838-3
E-mail da Valeria:
cordserraval@yahoo.com.brTelefone da Valeria:
(21) 2579-1821

Que o Fênix e o Aleph sejam abençoados com saúde e plenitude.
Que a Valeria receba o nosso amparo em todos os sentidos.
Luz e paz…

Flávia Alves

MiAçãO

Rio de Janeiro, 23 de agosto de 2008

———- Forwarded message ———-
From: Valeria Serra Cordeiro <cordserraval>
Date: 2008/8/23
Subject: Sobre os gatos que sobreviveram à tragédias
To: Flávia Alves <flaviabalves>

Oi Flávia,

Desculpe estar escrevendo só agora, mas estive doente e cheia de problemas para resolver.

Estou te mandando as fotos do Fênix e do Aleph.

O Fênix eu encontrei debaixo de um carro, quase morto, com a pata direita traseira só no osso, cheia de larvas e moscas, com um cheiro horrível.

Disseram que ele estava lá há dias, sem comer, sangrando, miando muito e apavorado.
Levei ele na clínica Promove e a Dra. Leandra disse que ele estava muito fraco, anêmico, e não suportaria uma cirurgia naquele momento, sem antes tomar uma transfusão de sangue e um pouco de soro.
Ela disse, de cara, que teria que fazer uma amputação alta, na altura do quadril, pois não tinha sobrado quase nada da pata, e ela não sabia como ele havia suportado tanta dor e sobrevivdo.
Ele tomou a transfusão e no dia seguinte foi operado. Graças a Deus ele sobreviveu e está se recuperando.

Por isso eu o chamei de Fênix (renascido das cinzas).

O Aleph era mascote de um bar aqui em Botafogo.
Um psicopata passou e deu um chute na boca do gato, tipo assim, só de brincadeira.
Ele ficou coberto de sangue, todo arrebentado, fraturou a articulação do maxilar e teve um corte no palato (céu da boca).
Ele não conseguia nem comer nem beber água, estava morrendo de dor, um horror.

A primeira vet que o examinou não se deu conta da fratura, que era difícil de ver sem raio x, e tentamos alimentá-lo e medicá-lo em casa, mas eu percebi que ele iria morrer, então levamos ao INPA, que radiografou e fez vários examos, e ele teve de ser alimentado por sonda.
Ele ficou uma semana internado no INPA, e depois veio pra casa, mas ainda está se alimentando por sonda, e está sendo observado para ver se precisa de cirurgia.

Aleph significa, dentre outras coisas, o início de tudo, e é isso que queremos pra ele, um recomeço, uma nova vida, maravilhosa, como ele merece.

A cirurgia, o tratamento e a internação do Fênix vão custar muito caro, mais ou menos:

- cirurgia: 500,00 (o valor normal é muito maior)
- transfusão de sangue: 170,00
- diária de internação: 20,00 (ainda não sei quantos dias ele terá de ficar internado, no mínimo dez, ou seja, 200,00)
- exame de sangue: 35,00

E mais um monte de antibióticos, vitaminas, e o que mais for preciso para salvá-lo.

Com o Aleph já gastamos bastante, mas, o mais caro, que foi a internação, foi pago por uma pessoa maravilhosa, que apareceu pela internet, e é sócia do INPA.

Se ele não precisar de cirurgua, só precisará de muito amor e um uma adoção fabulosa.

O importante é que os dois sobreviveram (são muito fortes).

O Fênix parece muito jovem, uns seis meses, é tigrado e peludo.

O Aleph também é jovem, uns sete ou oito meses, é branco e ruivo, e um doce de gato, muito carinhoso.

Dessa vez, vou precisar de ajuda, pois a conta vai ser alta, e eu ainda estou pagando contas passadas, de internações, castrações, hospedagens (de gatos que estão todos muito bem, alguns até já bem adotados).

Fico te devendo mais fotos, assim que providenciar, te mando.

um grande beijo,
Valeria

 

(Aleph em agosto de 2008)

 

(Fênix em agosto de 2008)

posted by Flavia on Ago 24

Já temos o RESULTADO do sorteio!
Como combinamos, vale o resultado da LOTERIA FEDERAL, sorteio de 16/08/2008.
1º Lugar –>> 30.726 - Mãe do Tico (Carol)
2º Lugar –>> 19.179 - Cris (e-mail da Claudia Porto)
3º Lugar –>> 35.304 - Monica CG
4º Lugar –>> 33.676 - Mik e Mad
5º Lugar –>> 41.988 - Valeria Suntack

* * *
Link para o resultado do sorteio:
http://www1.caixa.gov.br/loterias/loterias/federal/federal_resultado.asp
*  *  *
Prêmios (definidos pelo MIAÇÃO em 25/07/2008):
1º Prêmio - Desenho personalizado do SEU gatinho, feito pela artista Claudia Valente!
Perfil da Claudia (para verem o belíssimo trabalho que ela faz):
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=12387772057744191092

2º Prêmio - Bolsa feminina com tema de “Gato”, cedida carinhosamente por nossa amiga Anelise.
Perfil para ver as lindas bolsas de gatos que a Anelise vende.:
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=16393834064096933666

3º Prêmio- Enfeite de porta de Gatinho. Cedido de volta ao grupo pela Regina (que o ganhou em nossa última rifinha)

4º Prêmio - Necessaire de gato e coleirinha colorida. Prêmio-surpresa preparado com amor pela Gisele, membro do Miação.

5º Prêmio- Camiseta GG vermelha do MIAÇÃO, com o desenho “Pedrinho na Lua”.
*  *  *
Como combinamos, os prêmios seguirão pelos CORREIOS através de encomenda econômica (PAC), para quem for de fora do Rio.
Parabéns aos ganhadores… Muito obrigada à todos. Agradecemos principalmente em nome do George, nosso grande vencedor nesta rifa.

Além da organização da rifa, fizemos uma doação de R$ 300,00 do nosso grupo direcionamos doações para o George, em especial, uma doação generosa de R$ 200,00 de um amigo chamado Alexandre.

O tratamento do George continua e continuará por cerca de 8 à 9 meses. Quer ajudar? Entre em contato conosco.   ;)
Luz e paz sempre.

(George, bem melhor, em 16 de agosto de 2008)

posted by Alexandre on Jul 25

George

George

posted by Fernanda on Jul 24

Como o George foi encontrado?
(depoimento por Ana Lúcia, da RESGATOS)

“Trabalho numa escola pública localizada numa das maiores favelas do Rio de Janeiro e, nessa região, não é difícil encontrar animais perambulando pelas ruas, maltratados, à margem do mundo… Mas na 5ª feira, uma aglomeração de crianças na parte externa do refeitório me chamou a atenção. Quando fui ver o que estava acontecendo, encontrei um gato, jogado feito um saco de lixo, esticadinho, gemendo de dor. E as crianças estavam o empurrando com o pé!

Minha cota de resgatos está pra lá de estourada, mas não poderia deixar aquele animal ali, sofrendo daquele jeito. Arrumei uma caixa de papelão grande e o coloquei dentro. Já estava perto da hora da saída. Coloquei ele no carro (com janelas abertas e na sombra, claro!) e fui perguntar se alguém sabia o que havia acontecido com ele.

Fiquei revoltada ao saber que aquele pobre gato estava há uma semana ali, apenas sendo escurraçado de um lado para outro. Como as pessoas podem agir assim? Como ver um animal ferido e ainda ter a coragem de expulsá-lo de um cantinho, sem dó nem piedade? Gente, tô com nojo desse tipo de gente! O pior é que vou ter que ficar olhando para a cara de todos, todo santo dia!

No caminho para o veterinário, sentia cheiro de podre e eu sabia que era dele. Mesmo que fosse apenas para que o veterinário falasse que ele não tinha ‘jeito’ e que fosse necessária a eutanásia, eu o retirei dali, daquele lugar…

No dia seguinte ao resgate, aquelas mesmas pessoas nojentas que só o escurraçaram vieram me perguntar se o gatinho havia morrido… Aff! Melhor nem comentar!

O gatinho está internado. Está muito desidratado, com miíase na pata dianteira e traseira, com suspeita de esporotricose… muitas feridas por todo o corpo, dente quebrado, desnutrido. Sobreviveu à primeira noite e isso foi um alívio. Mas a recuperação dele será assim, dia após dia… A cada dia, uma vitória…”

*  *  *  *  *  *  *  *  *  *  *  *  *  *  *  *  *  *  *  *

O grupo MIAÇÃO decidiu estender as mãos para a Ana Lúcia e para a RESGATOS e juntos, ajudaremos o George.

Organizamos uma RIFA de emergência, a qual estamos lançando hoje. Os prêmios ainda estão sendo decididos e os colocaremos aqui, mas eis a lista do que já temos:

* 1 Bolsa com tema de “Gatos”, doada gentilmente pela Anelise, amiga de nosso grupo.
* 1 lindo conjundo de bijouterias folheadas.
* 1 Camiseta do MIAÇÃO, tamanho GG, com o desenho “Pedrinho na Lua”.
* 1 Enfeite de Porta de Gatinho (que foi rifado, mas a ganhadora, a Regina, decidiu que o prêmio ficaria com o nosso grupo para situações emergenciais como esta).
* 1 prêmio-surpresa com o tema “Gatos”, doado pela nossa querida Gisele.

Teremos 100 números, com o valor de R$ 5,00 (cinco reais) cada.

O sorteio será pela LOTERIA FEDERAL no sábado, dia 16 de Agosto de 2008.

Conta para depósito:
Alex Alvim    
Caixa Econômica Federal (podem depositar em lotéricas)
Agência: 0995
Operação: 013
Conta-poupança: 68309

Cada número vendido fará muita diferença e poderá significar algum medicamento, dias à mais internado, e tudo o que for necessário para que este ser tão fragilizado e sofrido, possa ter saúde, dignidade e esperança.

Se não puder colaborar, divulgue a rifa. Todos podemos enviar energias positivas, ORAR e torcer pela recuperação do George.
 
Link com a história do George (contada pela Ana Lúcia):
http://www.orkut.com.br/CommMsgs.aspx?cmm=111274&tid=5224575463639879699&na=1&nst=1

Fotografias do George (orkut):
http://www.orkut.com.br/Album.aspx?uid=17845513458829817204&aid=1216548841

Comunidade do MIAÇÃO no orkut (onde faremos o controle da venda da rifa):
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=33800425

Comunidade da RESGATOS no orkut:
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=18506232

Texto por: Flávia Alves

posted by Flavia on Jul 16

Campanha de inverno 

Estamos no Rio de Janeiro. Não temos neve e nem frios congelantes, mas temos dias de temperatura muito baixa e sentimos frio.

Pensando nos gatos e nos filhotes órfãos, decidimos lançar a campanha: “Aqueça um Gatinho neste Inverno“.

Se você tiver algum cobertor velho em casa, uma manta antiga, um casaco que não usa mais ou até mesmo toalhas velhas… DOE.

Seu gesto fará uma grande diferença para os animais que são recolhidos em abrigos e esperam por um lar dentro de uma gaiola fria.

Estamos centralizando as doações em duas petshops amigas que abraçaram esta idéia do MIAÇÃO:

* DogLândia Tijuca - Rua Henry Ford, 205 Lj. E, Tijuca 
Telefones: 2268-9864 e 2571-2056 (Contato Sr. Celso)

Doglândia

* Super Amigos - Rua Haddock Lobo, 286, Tijuca
Telefones: 2254-2216, 2569-8480 e 7898-6691 (Contato Sr. Alexandre)

Super Amigos 

Manteremos esta campanha enquanto a primavera e o calor não chegarem. Levaremos os cobertores (e afins) diretamente para abrigos de animais abandonados, como a SOZED por exemplo, entidade que procuramos ajudar sempre que possível.

Lembre-se que estes locais sempre precisam de jornais, material de limpeza, medicamentos veterinários, rações diversas e especialmente precisam de apoio.

O ideal é que estes gatos e cachorros pudessem ganhar um LAR, sendo adotados… Mas enquanto este sonho não se realiza, vamos aquecer os corpos e os corações destes gatinhos.

Faça a sua parte! Colabore! Divulgue esta idéia.

E se você não for do Rio, não desanime! TODAS as cidades, do mundo inteiro, têm abrigos de animais que precisam de suporte, cobertores, rações e jornais.

Mexa-se. Faça a diferença e aqueça um gatinho neste inverno!!

*  *  *

Agradecemos ao Sr Celso e ao Sr Alexandre pelo inestimável apoio.

posted by Flavia on Jun 23

Para Pedrinho

As areias do tempo não conseguem apagar,
as verdades que ainda precisamos mostrar.
Que o sofrimento, a tristeza e a dor,
são consequências do abandono e da falta de amor.

Se, como grupo, tivéssemos mais tempo juntos,
talvez quem sabe um pouco mais de experiência…
Se pudéssemos mudar os caminhos e os rumos,
de sua vida, tão limitada e sofrida existência.

Você, pequenino, jamais teria conhecido o frio,
a fome, o medo, a solidão e a dor.
Teria sido acolhido, resgatado, amado e protegido,
acalentado, adorado, adotado.

Mas não pudemos nada fazer! Amarrados, amordaçados!
Não conseguimos a roda do destino mudar, estávamos atados.
Tentamos impedir, lutamos para ter direito de agir!
Ainda assim a morte veio… e de nossos braços você foi arrancado.

Um ano se passou. Um ano sem você…

Que nos uniu, nos entrelaçou, nos comoveu, nos inspirou.
Nos tornou um grupo, nos tornou mais fortes, nos fez crescer e nos fez sonhar.
Por você queremos ser melhores, você nos fez encarar as dificuldades.
Dividimos as lágrimas, abraçamos este sonho com garra e com coragem.

Pois é a esperança que nos move, nos fortalece e nos acalma.
É a esperança que nos une e nos unirá, para outros destinos conseguir, enfim, transformar.

Nossa gratidão por nos tornar um grupo.
Nosso amor por nos mostrar o caminho…
Nossa fé no reencontro futuro.
Nossa paz, por estar fazendo aquilo que é certo, por você, por tantos outros e por nós mesmos.

Saiba, amado Pedrinho, que na ponte do arco-íris, todos iremos nos encontrar.

Sempre amaremos você.

posted by Fernanda on Abr 10

Flávia e dois gatinhos do 1º andar, na casa principal dos fundos ^^

 

Paulo e Clarisse (ADOTADA) no 1º andar da SOZED

Fernanda e uma gatinha super, mega carinhosa do 2º andar na SOZED

* * *

Todos os gatos precisam de amor e carinho.

Você pode ajudar se não tiver como levar um para sua casa. Pode ser com dinheiro, com doações de produtos de cães e gatos (remédios, rações, etc), com ajuda física (ou seja, ajudar  a limpar tudo, fazer carinho e dar atenção para eles). Como você puder. Mas ajude.

Eles precisam de você.

 * * *

O ronron do gatinho

O gato é uma maquininha
que a natureza inventou;
tem pêlo, bigode, unhas
e dentro tem um motor.
Mas um motor diferente
desses que tem nos bonecos
porque o motor do gato
não é um motor elétrico.

É um motor afetivo
que bate em seu coração
por isso faz ronron
para mostrar gratidão.

No passado se dizia
que esse ronron tão doce
era causa de alergia
pra quem sofria de tosse.

Tudo bobagem, despeito,
calúnias contra o bichinho:
esse ronron em seu peito
não é doença - é carinho.

                                                Ferreira Gullar

posted by Flavia on Mar 23

 

(Doação de rações especiais) 

Fiquei algum tempo pensando sobre como poderia descrever a experiência que eu e a Fernanda vivenciamos hoje… E cheguei a conclusão que mesmo que eu seja muito bem sucedida nesta tarefa, jamais poderia descrever o que sentimos.

Se foi difícil? Sim, foi.

Se foi compensador? Asseguro-lhes que foi uma das experiências mais fortes e compensadoras de toda minha vida, que atualmente conta 37 anos.

Ao chegarmos na SOZED fomos recebidas com carinho e respeito pela D.Úrsula, Garfield (um gatão enorme que fica na ONG), Garfieldinha, Duque e um poodlezinho branco que infelizmente esqueci o nome.

Entreguei as rações, explicando que era uma doação de amigos. E o olhar atendo e observador daquela que vive o cotidiano de um abrigo, sorriu junto com seus lábios, ao identificar rapidamente rações que são consideradas “medicinais” e caras. Expliquei que tinham sido passadas por uma petshop, porque o gato da loja tinha rasgado e aberto os sacos (vários deles).

Perguntei para ela o quê eles mais precisavam… E então D.Úrsula olhou em volta, voltando novamente a me encarar nos olhos, disse baixinho: “Olhe em volta, filha. Precisamos de tudo…”

Engoli em seco e olhei em volta. Ali tinham arquivos, pequenos papéis, uma televisão antiga, pequenos cantinhos para os animais que ali ficavam, cadeiras para as pessoas aguardarem as castrações e consultas de seus animais estimados e amados.

Falei com suavidade, encarando-a nos olhos o tempo todo. Deixei claro que tínhamos ido até lá para ajudar… No que fosse.

Então ela novamente sorriu e nos levou para conhecer o espaço. Passamos na sala ao lado, que também é copa e tem uma escadaria que leva para cima, onde podíamos escutar latidos. Passamos por um banheirinho pequeno (onde o Duque costuma ficar) e ela abriu uma porta para nos mostrar a primeira sala cheia de gatos.

Havia gatos da prefeitura, que estavam ali desde muito mais cedo (porque chegamos bem cedo também), aguardando a castração, que seria mais tarde. Todos em caixinhas de transporte… Mas um miado estridente e desesperado nos chamou a atenção.

Um filhotinho miúdo andava pela sala, tinha escapulido de sua gaiola. D.Úrsula preocupada, pegou o pequeno e levou para um ambiente adiante… Foi quando vimos as primeiras gaiolas.

Eu respirei fundo. Tinha prometido para mim mesma que faria tudo para não chorar e comecei a me controlar.

Como explicar para vocês o quê eu vi?

Não são simplesmente gatos em gaiolas. São VIDAS. Tão lindos, todos eles… Tão únicos.

Uma tricolor tigrada olhava através dos metais e estendeu a patinha na minha direção. Abaixei para vê-la, e logo a Fernanda estava fazendo carinho através das grades em um menorzinho, mais escuro (ou seria uma menina?). D.Úrsula conhecia todos pelos nomes, mas confesso que não consegui memorizar… Tantos nomes, tantas faces… Tantos olhares, carentes, famintos de amor.

Começamos a ajudar atrapalhadas, segurando caixas de remédios, segurando o pequenino, que descobrimos estar cego temporariamente (conjutivite gravíssima – mas já está sendo medicado). E depois de guardarmos este pequenino esganiçado, notei um dos gatos mais lindos que já vi em toda a minha vida… Um gato completamente branco, de olhos azul-turquesa. Paralítico.

Perdi o compasso do ar, admito. E isso tornou a se repetir nas mais de quatro horas que ficamos ali dentro. Muitas vezes perdi, por segundos, o chão… Ao olhar nos olhos daqueles gatos e cachorros.

Mas não chorei, não naquele momento. Falei com doçura com o gatinho branco, cujo nome acredito ser “Nevinho”, algo assim… E ele, derretido por ter atenção, ronronando alto, se esfregava nas pontas dos meus dedos, que eu conseguia enfiar na grade.

Não sei dizer se a D.Úrsula queria saber até onde queríamos realmente ajudar, não sei dizer se foi necessidade, se foi um acordo silencioso, se ela percebeu que tínhamos ido para lá preparadas para encarar qualquer coisa… Ela perguntou se queríamos agir, ajudar naquele momento.

E passamos pela sala de cirurgia, indo diretamente para a primeira sala de gatos em si. Uma sala pequena, repleta de gaiolas, e naquele ambiente, entre presos e soltos, cerca de 30 gatos.

Um rapaz trabalhava ali, e sorriu ao nos ver entrando. D.Úrsula foi simples e direta: Se quiserem, podem ajudar com as gaiolas.

Sem hesitar, começamos a fazer perguntas sobre os procedimentos e começamos a limpar as gaiolas, lavar banheirinhos, trocar jornais, lavar potes de ração e de água. Os gatos ficaram enlouquecidos de carinho, de amor. Ronronavam, esticavam suas patinhas tentando nos agarrar, tentando chamar nossa atenção… Uns apenas obsevavam, outros quase pularam em cima da gente. Fui abraçada por uma gatinha clara, ronronante, que lambeu meu braço e não queria mais me soltar.

E assim foi. Entre lavagens e trocas de jornais, distribuímos amor. Mesmo usando luvas, oferecemos carinho e dignidade para aqueles seres tão lindos, tão perfeitos, que mereciam camas macias e não jornais… Mereciam afagos e não apenas cuidados.

Depois da sala, fomos para um corredor externo. As gaiolas de cima tinham gatos, a de baixo cachorros… D. Úrsula nos orientou a cuidar dos felinos, porque os cachorrinhos seriam tratados pela D.Hilda e pelo rapaz simpático de nome complicado, que nos ensinou os procedimentos do trato cotidiano.

Então subimos (o rapaz sorrindente segurou um cachorro enorme, que parece ser meio bravo com estranhos) e passamos para mais duas salas de gatos. Não sei dizer ao certo quantos gatos vimos e cuidamos. Mais do que quarenta? Com certeza. Talvez uns sessenta, setenta. Não sei.

Se o trabalho foi duro? Acho que sim, por falta de hábito. Foi e é um trabalho físico.

Só que aliado ao trabalho físico, tivemos um estresse emocional violento. O sentimento de impotência diante daquelas realidades é emagador. Surge também, lá no fundo do coração, um sentimento de revolta muito grande… Bem difícil de ser contido.

Como conseguimos não chorar até aquele momento? Foco. Focamos a nossa atenção na limpeza, nas lavagens, nos jornais, nos afagos que precisavam ser rápidos… Nas breves palavras de carinho para aqueles animais.

O quê aprendemos? Se fôssemos dar atenção apenas aos nossos sentimentos e ao sofrimento que experimentamos, não voltaríamos mais a pisar em um abrigo nunca mais. Mas o brilho nos olhares daqueles animais nos ensinou mais… Que o BEM que fizemos para eles é INFINITAMENTE maior do que qualquer sentimento de auto-piedade que poderíamos ter.

No final do nossa primeira manhã de domingo na SOZED (iremos todos os domingos de agora em diante) aconteceu algo surpreendente…

Ontem tivemos uma reunião do nosso grupo (MiAçãO) na casa da Gi e do Xande, e ele nos contou sobre um caso de um gatinho muito bebê que ele tinha visto por lá, quando foi levar os gatos da Marcinha para castrar… O gatinho tinha caído de um telhado, onde tinha nascido. E foi socorrido por uma das voluntárias da SOZED. O pequenino é tão miúdo, que ainda toma mamadeira… Por sua estrutura física, não deve passar de um mês de vida.

Então… Estava eu, sentada na escada, com o pequenino em pezinho no meu colo, dando a mamadeira (também na posição vertical, para ele não engasgar – orientada pela D.Úrsula, claro).

A D.Úrsula estava perto, me ensinando a dar a mamadeira… E comentando que ele era muito mimado e ficava miando, pedindo atenção. O tom era de brincadeira, claro. E eu, curiosa, perguntei qual era o nome daquele pequenino.

A resposta dela me fez chorar… Pela primeira vez ali dentro, não pude me segurar.

O nome do bebezinho que caiu do telhado onde nasceu? É PEDRINHO.

*  *  *

Para aqueles que se preocuparam com as nossas pequeninas, o Paulo colocou-as na cozinha, enquanto nós corríamos para o banho. Tomamos todos os cuidados de higienização possíveis.

*  *  *

O quê a SOZED precisa? Tudo.

Mas precisa principalmente de voluntários, que coloquem o bem dos animais acima dos próprios sentimentos (de impotência, de revolta, de sofrimento).

Repito: o BEM que fazemos para estes animais, simplesmente AGINDO, é incalculável.

 *  *  *

http://www.petshoparmar.com.brNossos parceiros. Doaram várias das rações medicinais que foram destinadas para a SOZED.